sexta-feira, 1 de maio de 2015

Encontro 01/05

Mesmo sendo feriado, asatividades da Associação Sócio Cultural Cidade Livre não pararam.
Devido às burocracias que a própria coordenação da Associação tivera que resolver hoje, restou-nos pouco tempo para desenvolvermos o trabalho. Como hoje contamos com a presença do professor da Escola de Música e Artes Cênicas da UFG, Saulo Dallago, optamos por ele coordenar jogos teatrais com os alunos nos minutos restantes.







sexta-feira, 17 de abril de 2015

Breves resumos dos encontros de abril

03/04 - Montamos uma cena inspirada no texto de Cristina Helou

10/04 - A cena montada na semana anterior foi repassada e ajustada

17/04 - Fizemos alguns exercícios de consciência corporal e junto com os exercícios foram inseridos trechos de poemas de Cora Coralina. A turma foi dividida em grupos para criarem cenas com base nestes trechos:

Meus brinquedos…
Coquilhos de palmeira.
Bonecas de pano.
Caquinhos de louça.
Cavalinhos de forquilha.
Viagens infindáveis…
Meu mundo imaginário
mesclado à realidade.

A rua. A ponte. Gente que passava,
o rio mesmo, correndo debaixo da janela,
eu via por um vidro quebrado, da vidraça
empanada.

E um dia bem distante
a mim tu voltarás.
E no canteiro materno de meu seio
tranqüilo dormirás.

Homens sem pressa,
talvez cansados,
descem com leva
madeirões pesados,
lavrados por escravos
em rudes simetrias,
do tempo das acutas.
Inclemência.
Caem pedaços na calçada.
Passantes cautelosos
desviam-se com prudência.
Que importa a eles o sobrado?

Quando eu era menina
bem pequena,
em nossa casa,
certos dias da semana
se fazia um bolo,
assado na panela
com um testo de borralho em cima.

Criança, no meu tempo de criança,
não valia mesmo nada.
A gente grande da casa
usava e abusava
de pretensos direitos
de educação.

A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado

Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir

Cora Coralina, uma das maiores poetisas brasileiras que viveu na Cidade de Goiás.


Os meninos e meninas registraram suas experiências pessoais sobre o encontro de hoje:








terça-feira, 31 de março de 2015

Diário de bordo / Encontro de 20/03

        Na primeira parte fizemos uma prática de jogos teatrais. A dinâmica que planejei previamente não funcionou, porque quando eu cheguei na Associação, me esqueci completamente como se brincava. Então Roger, que já trabalha no espaço a algum tempo, veio ao meu socorro e coordenou vários jogos que deixaram os meninos o pique para os exercícios que vieram a seguir.
        Pedimos para lembrarem de coisas que faziam nas suas casas e bairros antigos e fisicalizassem essas lembranças. Depois transformaram essas fisicalizações em narrativas escritas.
          Abaixo, as narrativas escritas pelos adolescentes:












quinta-feira, 19 de março de 2015

Planejamento para o encontro de 20/03

*Chegada;
*(Re) apresentação;
*Dinâmica/ brincadeira coletiva:
Senta-se em roda e executa-se os movimentos:

"Joelho, joelho, cruza, joelho
Amigo, joelho, cruza, joelho
Amigo, joelho, cruza
Joelho, amigo, joelho, cruza
Joelho, amigo, joelho, cruza
Joelho, amigo, joelho, cruza
Joelho, amigo, joelho"

Enquanto executa-se os movimentos, canta-se:

"Dum dum escatum gará
Escatum gararibê, escatunga dinga
Oeste de veli veli
Escatum gararibê, escatunga dinga
Dum dum dáti dará
Dum dum dáti dará
Dum dum dá"

*Leitura das narrativas (trocadas)
*Música "Felicidade"
*Proposta de paródia da música com base nas narrativas lidas.

sexta-feira, 13 de março de 2015

"Às vezes, tem uma TV estragada e eles nem perguntam se a gente sabe arrumar"

13 de março de 2015

Hoje foi o nosso primeiro dia na Associação/ Ponto de Cultura Cidade de Livre. As crianças e adolescentes foram super receptivas e nos acolheram da melhor maneira possível nesta tarde chuvosa.
Fizemos uma dinâmica de apresentação, para que começássemos a nos conhecer. Nesta dinâmica, pedimos para que cada um pontuasse três qualidades positivas no colega da direita e um dos fatos que nos chamou bastante atenção, foi quando uma menina negra pontuou as três "qualidades" da colega do lado: branca, olhos claros e bonita. Isso nos mostra o quanto o preconceito está arraigado em nossa sociedade e que muitas vezes ele surge das próprias pessoas que sofrem o preconceito. Estávamos na periferia, onde a maioria das crianças e adolescentes são negras e carentes e, no entanto, as "qualidades" apontadas são aquilo que não são: brancos, dos olhos claros, uma projeção de beleza e de uma situação melhor. Só esse episódio daria muito pano pra manga...
Lemos juntos o fanzine "A Saudade de José" de Cristina Helou. Foi lindo ouvir a história na voz daqueles meninos...e ouvir também o que eles compreenderam sobre este. Indagados se já haviam passado por alguma mudança de casa (como acontece com o menino José), pelo menos a metade afirmou que sim. As origens são diversas: Tocantins, Pará, interior de Goiás...
Perguntamos se, na condição de crianças e asolescentes, as opiniões deles são levadas em conta pelos adultos. Uma das garotas assim respondeu: "Eles não querem saber da gente, não querem saber o que a gente pensa. Ás vezes, tem uma televisão estragada, e a gente sabe arrumar, mas eles não perguntam se a gente sabe arrumar. Preferem jogar fora do que perguntar se você sabe arrumar."
No final, trabalhamos a música "Felicidade" de Lupicínio Rodrigues, que fala de saudade...A saudade de José...

segunda-feira, 9 de março de 2015

Cronograma para a reunião (do dia 13/03) com as crianças

·         *Apresentação;
·         *Falar do projeto;
·        * Ler o fanzine com as crianças;

·        * “Felicidade foi-se embora e a saudade no meu peito inda mora...”;

Sobre o Fanzine

A Saudade de José: uma experiência de história e narrativa sequencial ilustrada. – Cristina Helou Gomide/Gazy Andraus

Pesquisadora e educadora, Gomide, em parceria com Andraus que também defende um ensino criativo e menos estritamente tecnicista, percebendo a necessidade de divulgar as idéias sobre como transformar o conhecimento produzido na academia em processo construtivo do saber, expõem um texto aliado à imagética abordando a história da transferência da capital da Cidade de Goiás para Goiânia no início da década de 1930, período da “Revolução de 1930 no Brasil”.  Este projeto é fruto de pesquisas realizadas no mestrado em história de Gomide, idealizadora do projeto, na UFG, e volta-se à divulgação de uma experiência com ação conjunta entre ela e um autor de quadrinhos. Ambos entendem que o processo de construção do saber se dá de diversas formas, e uma delas, a da narrativa imagética seqüencial, reforça a atenção criativa do hemisfério cerebral direito dos que entram em contato com desenhos, sendo tal texto não só abordador da história como transmissor de emoção e reflexão através das imagens da personagem José, que delibera e partilha ao leitor suas memórias do período em que se viu obrigado a mudar com seus pais quando da transferência da Capital de Goiás. A arte e desenhos de algumas páginas se assemelham às de histórias em quadrinhos cujo potencial imagético é perfeito para a união da narrativa textual histórico-fictícia. Este conto, oriundo das reflexões elaboradas durante o período de1997 a2001, no processo de pesquisas realizadas por Gomide, trata de investigar os sentimentos das pessoas que ficaram na antiga capital após a transferência da mesma para outro espaço. Justamente, em função de tais inquietações como educadora, a autora convidou o pesquisador e autor Andraus a ilustrar tal conto semelhante a um livro ou álbum ilustrado sequencialmente. Como educadores e produtores de história, bem como amantes dos quadrinhos, resolvemos assim produzir algo que pudesse aguçar a imaginação de leitores diversos, não nos preocupando somente com o meio acadêmico, já repleto de conhecimento científico, acreditando que a produção do conhecimento deve atingir todas as camadas da sociedade, inclusive pessoas ditas não intelectuais ou não escolarizadas. Por fim, o texto imagético ainda carece de publicação, o que nos motiva a divulgá-lo academicamente e a que incentive pesquisadores, alunos e editoras a ampliarem seu leque no que tange à ficção documental.

Fonte:
https://iforumnacionalartesequencial.wordpress.com/resumos/comunicacoes/